quinta-feira, 6 de junho de 2013

Leitura na infância (memórias de Miúcha)

A leitura é uma das melhores formas de aprender de forma prazeirosa e o grande desafio fica por conta de aproximar os jovens do livro sem aquele caráter de obrigação. Por conta disso gosto tanto desse trecho que retirei do texto de Roxane Rojo " Letramento e capacidades de leitura para a cidadania":

" Um depoimento de Miúcha, irmã mais velha de Chico Buarque de Hollanda e filha de Sérgio Buarque de Hollanda, historiador de Raízes do Brasil, podemos esclarecer a razão da unanimidade desta parcela da juventude sobre como se aprende a ler fora da escola: “Sua [de Sérgio] influência sobre Chico e os outros filhos se dava de forma sutil. As paredes da casa da família eram cobertas por livros, e o pai incentivava a leitura através de desafios. ‘Ele não ficava falando para a gente ler’, conta Miúcha. ‘Mas era um apaixonado por Dostoiévski, conversava muito sobre ele. Nós todos líamos. E tinha Proust, aquela edição de 17 volumes. Ele dizia, desafiando e instigando: ‘Proust é muito interessante, vocês não vão conseguir ler, é muito grande. Ah, mas se vocês soubessem como era madame Vedurin...’ Aí todo mundo pegava para ler.”

(Regina Zappa,Chico Buarque,pp. 93-94)

Assim como fazia o pai de Miúcha e Chico Buarque, conto para meus alunos alguma curiosidade sobre o livro para deixá-los com aquele gostinho de quero mais. O que resulta, na maioria das vezes, na leitura feita por eles do livro citado.

O importante é fazer com que os jovens sejam "picados" pelo bichinho da leitura!


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